

Convite
Perspectivas Clínicas e Sociais no enfrentamento à Violência contra às mulheres com deficiência.
A Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), a Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (AFAC) e a Associação Pestalozzi de Niterói (APN), promovem o XII Colóquio "Perspectivas Clínicas e Sociais no Enfrentamento à Violência contra Mulheres com Deficiência", no dia 01/09/2026, na Sala Nelson Pereira dos Santos em Niterói.
A violência contra à mulher permanece como um dos mais graves desafios sociais da atualidade. Quando associada à condição da deficiência, essa realidade torna-se ainda mais complexa, evidenciando situações de vulnerabilidade, exclusão social, invisibilidade e dificuldades de acesso às redes de proteção e garantia de direitos. Mulheres com deficiência estão mais expostas a diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e institucional —, muitas vezes agravadas por barreiras comunicacionais, atitudinais e sociais.
Diante desse cenário, torna-se fundamental ampliar os espaços de reflexão, sensibilização e produção de conhecimento sobre a temática, fortalecendo estratégias de prevenção, acolhimento e enfrentamento da violência. O colóquio tem como objetivo promover o diálogo entre profissionais dos Centros Especializados em Reabilitação, pesquisadores, estudantes, gestores, movimentos sociais, usuários dos serviços e a sociedade civil, contribuindo para a construção de práticas mais inclusivas e efetivas na proteção das mulheres com deficiência.
O evento contará com a participação de profissionais que desenvolvem pesquisas e atuam diretamente na área, trazendo diferentes perspectivas clínicas, sociais, jurídicas e de direitos humanos relacionadas ao enfrentamento da violência.
Como parte da programação, será realizada uma mesa de debate composta por mulheres com deficiência que compartilharão suas trajetórias, experiências e desafios vivenciados em contextos de violência. A proposta é dar visibilidade às suas vozes e experiências, promovendo uma discussão fundamentada no conceito da interseccionalidade, compreendendo como gênero, deficiência, classe social, raça e outros marcadores sociais podem se articular e potencializar situações de desigualdade e violência.
Mais do que discutir um problema social, este colóquio busca fomentar ações concretas de conscientização, fortalecimento das redes de apoio e defesa dos direitos das mulheres com deficiência, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e comprometida com a dignidade humana.
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